Entendo um evolucionista quem não crê em Deus argumentando não ter nenhuma razão para tal. No entanto eu, pelo contrário, não vejo nenhum motivo para crer que o Universo e principalmente a vida tenha surgido ao acaso. Seria muita coincidência.
Alguns argumentam não poder crer em um ser que tenha surgido do nada e então permanecem na busca natural, factível, ponderável, concebível etc. da origen do Universo. Ora, temos que admitir que esta busca só terá fim, quando depararmos com algo até então inconcebível que quebrará todos os paradigmas. Deverá ser algo tão grandiosos, que talvez a ciência admitirá que ter chamado de Deus por tanto tempo não foi nenhum exagero.
Já o criacionista "ortodoxo", ao assumir a idéia da existência de Deus, admite sua ignorância sobre tudo que o antecede, o que o leva para uma zona de conforto difícil de questionar, pois ao assumir sua incapacidade de compreensão ele encerra qualquer debate de maneira inócua.
Acredito que a idéia da existência de um criador serve exatamente para preencher a lacuna deixada pelas mais diversas teorias. Nenhuma delas conseguiu chegar ao início. Quando surgiu o Big Bang, o que deu-lhe o "starter"? Ou seja, a idéia criacionista não necessariamente anula a evolução, apenas dá-lhe um ponto inicial, admitindo nossa limitação.
Não estou falando no estereótipo que todos fazem de Deus: um velho barbudo que diverte-se às custas de suas "marionetes". Para mim, Deus é como podemos chamar esta parte da teoria que ainda não foi satisfatoriamente explicada. Ele vai ocupando este espaço até que conheçamos a verdade. Seja o que for que deu início a tudo, deve ser "sobrenatural" considerando oque conhecemos até agora. Talvez um dia, isto tudo seja compreendido, mas enquanto isto não acontece, vou chamando de Deus mesmo.
